1) (Fuvest-2004) “O ouro e a prata que os reis incas tiveram em grande quantidade não eram avaliados [por eles] como tesouro porque, como se sabe, não vendiam nem compravam coisa alguma por prata nem por ouro, nem por eles pagavam os soldados, nem os gastavam com alguma necessidade que lhes parecesse; tinham-nos como supérfluos, porque não eram de comer. Somente os estimavam por sua formosura e esplendor e para ornamento [das casas reais e ofícios religiosos]”. Garcilaso de la Vega, Comentários Reais, 1609.
Com base no texto, aponte:
a) As principais diferenças entre o conjunto das idéias expostas no texto e a visão dos conquistadores espanhóis sobre a importância dos metais preciosos na colonização.
b) Os princípios básicos do mercantilismo.
2) (Fuvest-1999) Frei Antônio de Montesinos, em 1512, no Caribe, pregava aos conquistadores espanhóis:
"Com que direito haveis desencadeado uma guerra atroz contra essas gentes que viviam pacificamente em sua própria terra? Por que os deixais em semelhante estado de extenuação? Por que os metais a exigir que vos tragam diariamente seu ouro? Acaso não são eles homens? Acaso não possuem razão e alma? Não é vossa obrigação amá-los como a vós próprios?"
Explique essas palavras de Montesinos dentro do contexto da conquista espanhola da América.
3) (Fuvest-1997) No Brasil e no Caribe, a escravidão africana constituiu-se na principal modalidade de trabalho, Na América de colonização espanhola - México, Peru - predominou o trabalho indígena compulsório. Explique as origens dessas diferenças.