Segundo Leo Huberman, não podemos considerar os servos feudais como
escravos. Na verdade, a palavra servo viria de “servus” que significava
“escravo”. No período medieval esse termo adquiriu um novo sentido, passando a
designar a categoria social dos homens não-livres, ou seja, dependentes do
senhor. Eles não eram escravos no sentido que atribuímos a essa palavra na
modernidade.
No caso da servidão
feudal, essa separação de uma família dependeria do senhor feudal. Se o escravo
poderia ser vendido ao bel-prazer do seu proprietário, o servo feudal não podia
ser vendido fora da sua terra. Se a posse da terra fosse transferida a outro
senhor, isso significava apenas que o servo teria outro senhor, uma vez que ele
permaneceria em seu pedaço de terra. Essa diferença fundamental concedia ao
servo uma relativa segurança que os escravos nunca tiveram. Por pior que fosse
sua vida, os servos tinham família, casa e um pedaço de terra para plantar.
Ainda de acordo com Huberman, existiam vários graus de servidão. Resumidamente, assim eram classificados os servos:
Ainda de acordo com Huberman, existiam vários graus de servidão. Resumidamente, assim eram classificados os servos:
Servos de domínio – viviam permanentemente ligados à
casa do senhor e trabalhavam em seus campos durante todo o tempo, não apenas
durante a prestação da Corvéia.
Servos fronteiriços – mantinham pequenos arrendamentos de um hectare, mais ou menos, ao redor da terra.
Aldeões – não possuíam sequer um pequeno lote de terra, mas apenas uma pequena cabana e deveriam trabalhar para o senhor como braços contratados, em troca de comida.
Servos fronteiriços – mantinham pequenos arrendamentos de um hectare, mais ou menos, ao redor da terra.
Aldeões – não possuíam sequer um pequeno lote de terra, mas apenas uma pequena cabana e deveriam trabalhar para o senhor como braços contratados, em troca de comida.
Existiam ainda os
chamados vilões que eram servos com maiores privilégios pessoais e econômicos.
Diferentemente dos servos, gozavam de maiores privilégio e tinham menores
obrigações com o senhor feudal. Seus deveres eram fixos e não variavam como os
dos servos. O senhor não podia exigir-lhes novos trabalhos, a seu bel-prazer.
Alguns vilões estavam dispensados dos dias de obrigação de trabalhar e
realizavam apenas as tarefas normais de cultivo. Outros, simplesmente, não
desempenhavam nenhuma tarefa, mas apenas pagavam ao senhor uma parcela de sua
produção, de uma forma muito semelhante ao que fazem os meeiros.
A origem desses vilões está ligada à existência de pequenas propriedades cultivadas por camponeses independentes. Essas pequenas propriedades chamavam-se alódios (do germânico all odd, que siginifica “plena posse”) termo com que se designavam as terras livres isenta de direitos senhoriais. Essas terras aloidais começaram a diminuir a partir do século XI. Os pequenos proprietários, sem recursos para se defender nas freqüentes guerras entre os senhores feudais, entregavam suas terras a um poderoso senhor, em troca da proteção. Essa foi a origem dos vilões, que estavam sujeitos a um regime menos opressivo, no qual os trabalhadores podiam deixar as terra na hora que quisessem.
Mesmo que o feudalismo não tenha existido de uma forma uniforme e semelhante nas diversas regiões da Europa, existem certezas sobre o funcionamento do trabalho servil no período feudal.
Os camponeses eram completamente dependentes de seus senhores que acreditavam que os servos existiam para servi-los. O senhor fazia pouca diferença entre um servo e um boi, tanto que no século XI, um boi estava avaliado em 100 soldos e um servo em 38 soldos, mesmo que este não pudesse ser vendido, como se podia fazer com o boi. Gado e servo eram igualmente importantes e o senhor lamentava a perda tanto de um quanto de outro, uma vez que ambos eram fundamentais para o sucesso da terra.
Se um servo não podia ser vendido, como um escravo o seria, também não poderia deixar a terra que plantava. O arrendamento que recebia vinha junto com um documento chamado “título de posse” que juridicamente, mantinha o servo preso ao arrendamento e não o contrário.
Concluindo, o sistema feudal, em última análise, repousava sobre uma organização que, em troca de proteção, frequentemente, ilusória, deixava as classes trabalhadoras à mercê das classes parasitárias e concedia a terra não a quem a cultivava, mas aos capatazes que delas se apoderavam.
O regime feudal constitui-se um passo à frente em comparação com o regime escravista. O senhor feudal não pode matar o servo como podia fazer um amo com seu escravo. O servo possuía sua economia própria, ficando com uma parte dos ganhos de sua produção. Por isso mesmo está, de certa forma, interessado no trabalho, interesse que não havia no escravo.
Por outro lado, porém, a exploração dos servos era quase tão cruel quanto à dos escravos e mal suavizou um pouco. A luta social entre os exploradores – os senhores feudais- e os explorados – os camponeses – constitui a característica essencial do regime feudal. http://contextopolitico.blogspot.com.br/2008/12/histria-medieval-servido-na-poca-feudal.html - acessado em 03/07/2013.
A origem desses vilões está ligada à existência de pequenas propriedades cultivadas por camponeses independentes. Essas pequenas propriedades chamavam-se alódios (do germânico all odd, que siginifica “plena posse”) termo com que se designavam as terras livres isenta de direitos senhoriais. Essas terras aloidais começaram a diminuir a partir do século XI. Os pequenos proprietários, sem recursos para se defender nas freqüentes guerras entre os senhores feudais, entregavam suas terras a um poderoso senhor, em troca da proteção. Essa foi a origem dos vilões, que estavam sujeitos a um regime menos opressivo, no qual os trabalhadores podiam deixar as terra na hora que quisessem.
Mesmo que o feudalismo não tenha existido de uma forma uniforme e semelhante nas diversas regiões da Europa, existem certezas sobre o funcionamento do trabalho servil no período feudal.
Os camponeses eram completamente dependentes de seus senhores que acreditavam que os servos existiam para servi-los. O senhor fazia pouca diferença entre um servo e um boi, tanto que no século XI, um boi estava avaliado em 100 soldos e um servo em 38 soldos, mesmo que este não pudesse ser vendido, como se podia fazer com o boi. Gado e servo eram igualmente importantes e o senhor lamentava a perda tanto de um quanto de outro, uma vez que ambos eram fundamentais para o sucesso da terra.
Se um servo não podia ser vendido, como um escravo o seria, também não poderia deixar a terra que plantava. O arrendamento que recebia vinha junto com um documento chamado “título de posse” que juridicamente, mantinha o servo preso ao arrendamento e não o contrário.
Concluindo, o sistema feudal, em última análise, repousava sobre uma organização que, em troca de proteção, frequentemente, ilusória, deixava as classes trabalhadoras à mercê das classes parasitárias e concedia a terra não a quem a cultivava, mas aos capatazes que delas se apoderavam.
O regime feudal constitui-se um passo à frente em comparação com o regime escravista. O senhor feudal não pode matar o servo como podia fazer um amo com seu escravo. O servo possuía sua economia própria, ficando com uma parte dos ganhos de sua produção. Por isso mesmo está, de certa forma, interessado no trabalho, interesse que não havia no escravo.
Por outro lado, porém, a exploração dos servos era quase tão cruel quanto à dos escravos e mal suavizou um pouco. A luta social entre os exploradores – os senhores feudais- e os explorados – os camponeses – constitui a característica essencial do regime feudal.
Bom trabalho!